29 DE MAIO - DIA DO GEÓGRAFO


Saudações Agebeanas

No dia 31 de maio de 2019, sexta-feira, a Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Local Cuiabá, com o apoio do Departamento de Geografia do Instituto de Geografia, História e Documentação da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá, realizará o evento: ‘VII AGB Debate: 29 de maio: Dia do Geógrafo’.
Em virtude da data comemorativa do Dia do Geógrafo, em 29 de maio, ocorrerão Mesas de discussão temáticas acerca de aspectos profissionais da Geografia, como a formação, pesquisa, atuação profissional e o ensino. Serão realizadas duas Mesas, uma no período matutino e outra no período noturno, respectivamente com os temas: ‘Atuação do Geógrafo no mercado de trabalho’ e ‘Geografia nas escolas: para que e para quem?’.
Os encontros relativos ao Dia do Geógrafo promovidos pela AGB SL Cuiabá ocorrem tradicionalmente a cada ano. O evento conta com a participação de um público formado por associados e colaboradores em geral da AGB SL Cuiabá, em sua maioria estudantes, professores e profissionais de Geografia, de diferentes níveis e esferas, e interessados nas temáticas discutidas.

A Mesa de discussão 'Atuação do Geógrafo no mercado de trabalho' tem como temas: 

Discutir a atuação técnica do profissional Geógrafo Bacharel; demandas de trabalho em instituições públicas e empresas privadas; técnica profissional do Geógrafo no mercado de trabalho; a Geografia na formação universitária do Bacharel em Geografia e na Pós-Graduação.

A Mesa de discussão 'Geografia nas escolas: para que e para quem?' tem como temas: 

Em resposta às mudanças e ataques que viemos sofrendo na decisões do Governo Federal para com a Educação, e aos encontros do Grupo de Trabalho em Educação da AGB SL Cuiabá realizados durante o ano de 2018, onde identificamos diversas problemáticas na realidade cuiabana, como desinteresse dos alunos, ausência das famílias, grandes dificuldades de leitura e escrita, uso de drogas, depressão, fome, baixos salários aos professores, muitas aulas, muitos alunos por sala, ausência de material didático e laboratórios, dificuldade de trabalho coletivo, dificuldade com alunos portadores de deficiência auditiva, visual e outras, falta de investimento nas aulas diversificadas, participação na Conferência Nacional de Educação (CONAE)/Fórum Nacional de Educação e em encontros estaduais e regionais. Considerando tais questões verificamos a necessidade de evidenciar a realidade escolar. Desta maneira fazemos alguns questionamentos: Queremos uma Reforma Educacional? Queremos uma Educação com base nas experiências sociais dos alunos ou em um conteúdo pré-programado e generalista? Queremos uma política educacional de Estado ou de Governo? Que tipo de Educação e de Ensino queremos para os nossos futuros atores sociais? É sob estas questões que trazemos o debate sobre os desafios de se lecionar Geografia e sobre as metodologias utilizadas em diferentes escalas de análise, institucionais e sociais dentro do contexto político e social em que vivemos.

Contamos com a presença de tod@s.

ANUIDADE 2019

A Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB - é uma entidade da sociedade civil, de caráter técnico, científico, cultural e político, sem fins lucrativos, fundada em 1934, que procura reunir todos aqueles que entendem ser a Geografia uma das dimensões fundamentais da aventura do homem na superfície da Terra. Neste sentido, a AGB reúne geógrafos, professores e estudantes de Geografia, além de todos aqueles preocupados com o aperfeiçoamento do debate científico, filosófico, ético, político e técnico da Geografia para que possamos oferecer à crítica da sociedade uma abordagem geograficamente consistente dos seus/nossos problemas.
Destaca-se entre seus objetivos:
·         Promover o desenvolvimento da Geografia, pesquisando e divulgando assuntos geográficos;
·         Estimular o estudo e o ensino da Geografia, propondo medidas para seu aperfeiçoamento;
·         Manter intercâmbio e colaboração com outras entidades brasileiras e internacionais dedicadas à pesquisa geográfica ou de interesse correlato;
·         Analisar atos dos setores públicos ou privados que interessem e envolvam a ciência geográfica, os geógrafos e as instituições de ensino e pesquisa da Geografia, e manifestar-se a respeito;
·         Congregar os geógrafos, professores e estudantes de Geografia e demais interessados, pela defesa e prestígio da classe e da profissão;
·         Promover encontros, congressos, exposições, conferências, simpósios, cursos e debates, bem como o intercâmbio profissional;
·         Representar o pensamento de seus sócios, junto aos poderes públicos e às entidades de classe, culturais ou técnicas.
Por se tratar de uma entidade essencialmente presencial, é importante a participação nas diversas atividades (assembleias, exposições e debates, comissões e grupos temáticos, participação em fóruns, etc.) promovidas pela entidade ou em parceria com outras entidades e instituições e/ou aquelas em que somos convidados.
Assim, priorizamos o envolvimento e a participação nessas atividades, quando acontece o ato de associar-se ou renovar a associação. As atividades são convocadas por e-mail.
A Seção local Cuiabá informa que para se associar (anuidade 2019) é preciso preencher o seguinte formulário (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd1o23tN4rO5GNU6ZVD3dLHb9yZ96i3iFlFCOMws88QYgZItg/viewform?c=0&w=1), enviar o comprovante da categoria de associação (estudante de graduação/Pós Graduação) e o comprovante do pagamento da anuidade para o email agbcuiaba.tesouraria@gmail.com
Existem duas categorias de associados: Profissional e Estudante
- Na categoria Profissional o valor anual para filiação é de R$ 90,00 (noventa reais)
- Na categoria Estudante se encaixa todos os associados que estão no curso de graduação e/ou pós-graduação. O valor anual para filiação é de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais).
Qualquer dúvida só entrar em contato com a gente! 
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Diretoria AGB Seção Local Cuiabá
Gestão (Re)vive
Biênio 2018 - 2020

Lista de manifestação de interesse para participar do evento IX Fala Professor (a)! 2019 e lista de interesse para ir no ônibus da UFMT



Acessem o link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdD1I3munW3UGMUn_UcOvW-cFzkCY6FICMlZXoNvHpey0FO2w/viewform?fbclid=IwAR23gpXyciwuGXTYkJ3y7OnUmTMBzbGdeyrjWiI5F0xD8wmVGfq2eW8Q02w

Maiores informações: agbcuiaba@gmail.com

2ª Circular do Encontro Nacional de Ensino de Geografia - IX Fala Professor(a)!


Guiando-nos pelo tripé "resistência, saberes e poderes", experimentamos a imagem do fogo - aqui domesticado na figura do fósforo - como símbolo do poder que destrói, mas ao mesmo tempo arvora o novo. O fósforo que nunca se queima é o poder da resistência que guarda em si a potência de também se inflamar. E o próprio fogo domado é uma lembrança dos saberes que nos trouxeram até aqui desde sua dominação, e que não podem ser abandonados. Em tempos sombrios de anticientificismo e negação de saberes, tanto os populares quanto os acadêmicos, a educação encontra-se verdadeiramente ameaçada em muitas frentes, seja de forma institucional ou não. A lembrança do Museu Nacional consumido pelas chamas está presa na retina e é o símbolo maior do perigo que está posto. Mas o fogo arvora o novo. Em forma de saber e poder, e também de resistência.

1. RELATOS DE EXPERIÊNCIA

Durante o Encontro este espaço será destinado para o relato de práticas pedagógicas realizadas por docentes de forma individual ou em grupo, estimulando o compartilhamento de experiências vivenciadas em salas de aula ou em outros espaços educativos. Os REs se diferenciam dos formatos clássicos de apresentação de trabalhos acadêmico, pois ele se dedica a construir um espaço de socialização das práticas docentes, tomando como referência o que os(as) professores(as) e docentes têm adotado de metodologias, materiais didáticos, formas de organização coletiva, práticas de resistência, debates acerca do ensino e outros.
Normas para envio dos Relatos de experiência
Os REs deverão ser enviados até o dia 07 de maio de 2019, exclusivamente pelo site do IX Fala Professor (a)!. No ato da inscrição do relato de experiência, os encontristas deverão optar por um dos Eixos Temáticos. Esta inscrição irá gerar um aceite automático para o participante. Para ampliar a possibilidade de socialização dessas informações, os REs enviados serão publicados na forma de Anais. Os(as) interessados deverão preparar seus REs seguindo as normas descritas abaixo:
Extensão: mínimo de 5 e página de 15 páginas (incluso ilustrações e bibliografias);
Tamanho do Papel: A4;
Margens: 2,5 cm de todos os lados;
Corpo do Texto: a fonte deve ser Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples entre
linhas, texto justificado. Apenas nas referências (caso haja), utilizar fonte tamanho 10 com recuo de
parágrafo de 4 cm;
Título: O título deverá ser apresentado com fonte tamanho 14, centralizado, letras maiúsculas e em negrito. Caso haja subtítulos, estes deverão estar separados do parágrafo anterior e posterior por um enter, com fonte tamanho 12, alinhados à esquerda, letras minúsculas, e em negrito.
Informações sobre os Autores(as): logo abaixo do título, apresentar o nome do(a) autor(a), seguido pelo seu contato (e-mail), local onde atua (Escola, Universidade, Centro Educacional, etc.). Caso haja outros(as) autores(as), repetir os mesmo tipos de informações para cada autor(a);
Resumo: logo após as informações sobre autores(as), inserir resumo com extensão entre 10 e 15 linhas, fonte tamanho 10, texto justificado;
Palavras-Chave: abaixo do resumo inserir até 5 palavras-chave, separadas por ponto e vírgula (;)
Ilustrações: tabelas, figuras e quadros: seguir normas atualizadas da ABNT;
Eixos Temáticos
1. Métodos e projetos de intervenção didática
2. Regulação do trabalho docente pelos materiais didáticos e avaliações externas
3. Escola como espaço de conflito
4. Educação Especial e inclusiva
5. Educação de Jovens e Adultos
6. Ensino de Geografia e questões étnico-raciais
7. Educação Popular
8. Gênero e diversidade na escola
9. Ensino de Geografia e Currículo
10. Natureza e Meio Ambiente
11. Educação do Campo
12. Geopolítica e educação
13. Precarização do trabalho do professor


2. GRUPOS DE TRABALHO

Ao longo dos últimos anos, a Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB) tem fortalecido a experiência de organização em torno dos Grupos de Trabalho (GTs). Em linhas gerais, os GTs se constituem em uma metodologia de trabalho coletivo, com características diversificadas conforme a autonomia de cada Seção Local e que mantém linhas gerais comuns relacionadas à indissociabilidade entre a teoria e a prática, com atividades de debate teórico e intervenção efetiva
na sociedade em que está inserida.
O espaço dos GTs no IX Encontro Nacional de Ensino de Geografia - Fala Professor (a)!, constitui um momento em que os GTs atualmente existentes nas Seções Locais da AGB apresentam aos encontristas os debates que vêm realizando e convocam a comunidade a contribuir com a discussão dessas problemáticas e participar das ações.
Salientamos que para o IX Fala Professor (a)! todos os GTs atuantes nas Seções Locais estão convidados a submeter propostas. A não exclusividade aos GTs da área de Ensino/Educação parte do entendimento que os GTs são essencialmente um espaço de trocas e construção de intervenções na sociedade entre os GTs, as Seções Locais da AGB e a comunidade geográfica, tanto na escala local quanto na regional ou nacional. 
As propostas de GT deverão estar presentes na ata de assembleia das seções locais e ser enviadas pelas Seções Locais para o e-mail gt.fala2019@gmail.com até 19 de Abril de 2019.

3. TRABALHO DE CAMPO

No IX Fala, Professor (a)!, as atividades de campo têm como objetivo principal estabelecer um diálogo entre o tema, os eixos temáticos do evento e a realidade local. Nesse sentido, espera-se que os trabalhos de campo problematizem as questões do âmbito geográfico, enriquecidas com as trocas de experiências e as percepções de professores(as) e estudantes. Ao proporcionar tais diálogos, a expectativa é que essa atividade, de um lado, contribua com a compreensão das questões locais e, de outro, com a formação dos participantes do encontro. Os proponentes estão convidados a refletir sobre a atividade de campo durante sua realização, pois não haverá um momento reservado após o campo. Nesta edição do Fala, Professor! os trabalhos de campo serão realizados no último dia do encontro.
Edital de envio de propostas para trabalhos de campo.
A comissão organizadora informa os procedimentos para a apresentação de propostas e inscrições nas atividades de campo para o IX Fala Professor (a)!. Aceitaremos trabalhos de campo de todas as áreas da geografia, mas convidamos os proponentes a refletir sobre questões relacionadas ao tema, aos eixos do encontro e a realidade local.
Cronograma
- De 1º de março a 19 de abril: envio de propostas;
- 1º de junho: divulgação das propostas de atividades de campos no site do IX Fala, Professor (a)!;
- 17 de julho: as inscrições serão realizadas no credenciamento (até o limite de vagas);
- Pagamento da inscrição: as inscrições serão realizadas no local do credenciamento, em dinheiro.
Da apresentação de propostas
De acordo com a programação do IX Fala, Professor (a)!, as atividades de campo ocorrerão no dia
21 de julho de 2019, domingo, com término às 18h. Desta forma, recomenda-se a adequação do
percurso ao período de realização da atividade. As propostas deverão ser enviadas para o e-mail: ixfalaprofessorcampo@gmail.com, apresentando os seguintes itens:
- Nome(s) do(a)(s) proponente(s);
- Título e ementa (proposta e objetivos) da atividade com roteiro detalhado, com o horário de saída e previsão do horário de chegada;
- Forma de mobilidade e material de apoio necessário ao inscrito no campo (breve texto, mapas, referências, etc.) e número mínimo e máximo de vagas;
- Informações adicionais (característica do campo, vestuário adequado, local e estimativa de alimentação, etc.) juntamente com um orçamento das estimativas de gasto por pessoa na atividade;
- A responsabilidade sobre o conteúdo e as práticas decorrentes da atividade será dos proponentes.
- As propostas serão avaliadas pela Comissão Organizadora do IX Fala, Professor (a)!, a qual verificará a viabilidade das mesmas.
Das inscrições nas atividades de campo:
Apenas encontristas inscritos no IX Fala Professor (a)! e regularizados poderão se inscrever nos Trabalho de Campo.


4. MINICURSOS E OFICINAS

As oficinas e os minicursos são espaços onde são oferecidas atividades de caráter prático e teórico, que proporcionam novos conhecimentos e vivências na sala de aula, a partir do compartilhamento de experiências de indivíduos e grupos. É importante que os proponentes façam uma leitura prévia do tema geral e dos eixos do encontro visando proporcionar uma organicidade entre as propostas de atividades, o Fala Professor (a)! e a realidade local. Poderão apresentar propostas para serem desenvolvidas no IX Fala Professor (a)!, pessoas devidamente inscritas no evento.
Cronograma
- De 1º de março a 19 de abril: envio de propostas;
- De 20 de abril até 1º de maio: avaliação das propostas;
- 02 de maio: divulgação das propostas de oficinas e minicursos no site do IX Fala Professor (a)!;
- 17 de julho: as inscrições serão realizadas no credenciamento (até o limite de vagas).
Da apresentação de propostas:
De acordo com a programação do IX Fala Professor (a)!, as atividades ocorrerão no dia 21 de julho de 2019, domingo, de 8:30h às 12:00h, podendo retornar às 14h e encerrar as 17h, ou seja, a carga horária mínima é de 3:30h e a máxima 6:30h. Desta forma, recomenda-se a adequação das atividades ao período de realização das oficinas e minicursos. As propostas deverão ser enviadas para o e-mail: ixfalaoficinaseminicursos@gmail.com, apresentando os seguintes itens:
- Nome(s) da/o(s) proponente(s) com breve currículo;
- Título e ementa (proposta e objetivos) da atividade;
- Sugestão de local;
- Material de apoio necessário ao inscrito (breve texto, mapas, referências, etc.);
- Orçamento do material necessário*
- Número de vagas (mínimo e máximo).
*Observaçãoa comissão responsável pelas oficinas e minicursos, tentará disponibilizar os matérias necessários, porém é importante destacar que há uma quantidade limitada de recursos financeiros para as atividades. Bem como, a busca pela possibilidade de reprodução dessas atividades na sala de aula. 
As propostas serão avaliadas pela Comissão de Oficinas e Minicursos do IX Fala Professor (a)!, a qual verificará a viabilidade das mesmas. A responsabilidade sobre o conteúdo e as práticas decorrentes da atividade será dos proponentes.
Das inscrições nas oficinas e minicursos:
As inscrições nas oficinas e minicursos do IX Fala Professor (a)! serão realizadas durante o credenciamento e apenas encontristas inscritos no IX Fala Professor (a)! e regularizados poderão participar das oficinas e minicursos.


5. ALOJAMENTO

O alojamento do IX Fala Professor (a)! está sendo preparado para ocorrer nas dependências da Escola Municipal Honorina de Barros localizada à Praça Prof. Corrêa Neto, 6 no Bairro São Cristóvão. Valor de R$ 20,00 para os associados com inscrição no evento; esse deve encerrar juntamente com o fim do 2º prazo de inscrições no site (07 de julho). No ato do credenciamento, será possível pagar a taxa para o alojamento mediante a disponibilidade de vagas: R$ 20,00: para associados inscritos no evento. R$ 60,00: para associados não inscritos no evento. R$ 40,00: para
não associados inscritos no evento. R$ 60,00: para não associados e não inscritos no evento. A parceria que vem sendo desenvolvida com a direção da escola caminha para o entendimento de que é preciso ter responsabilidades com o tratar do espaço público. As trocas não serão apenas condicionadas ao uso pelo uso, mas sim uma tentativa de criar laços afetivos e de cuidado para com o espaço que gentilmente está sendo concedido para o alojamento do IX Fala Professor (a)!

X Encontro Nacional de Ensino de Geografia

 Fala Professor (a)!
17 a 21 de julho de 2019 - Belo Horizonte (MG)
"A prática do (a) professor (a) à margem: resistências, saberes e poderes"
https://www.ixfalaprofessor.org/



Ocupar e Resistir para Continuar a Existir

Relatoria de participação no X Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros – COPENE , realizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN na Universidade Federal de Uberlândia – UFU, nos dias 12 ao 17 de outubro de 2018. 

Desde os anos 2000, o COPENE vem acontecendo. Este ano ocorreu na cidade de Uberlândia em Minas Gerais, evento significativo em um momento de tensões políticas, em uma cidade com territorialidades negras e brancas bem demarcadas, e comemoração da festividade de matriz africana representada pela Congada. O X COPENE, intitulado: “(Re)existência Intelectual Negra e Ancestral”, teve uma inscrição de mais de 2000 pesquisadores, sendo reconhecido o maior que já se teve durante estes 18 anos. Faz-se crer que as reivindicações do movimento negro e as políticas de ações afirmativas estão servindo para a reparação social gradativamente. Simultaneamente ao congresso acontecia também o I Simpósio Nacional de Educação Básica ABPN – SINEB, com o objetivo de discutir a formação de professores e a reeducação escolar a partir da educação das relações étnico-raciais em virtude de um “epistêmicidio” de outras sociedades. Pensando a formação social e territorial brasileira, vai da supressão histórica das populações indígenas e afro-brasileiras em detrimento da manutenção e enriquecimento da história europeia e do ponto de vista europeu. O COPENE além de evidenciar o movimento teórico da população negra, se materializa em forma de corpos negros em um território institucional e majoritariamente branco que é a universidade e o acesso à educação superior. Nunca havia visto tantas pessoas negras juntas em situação de pesquisadores em um único espaço-tempo. O foco desta redação será direcionado aos espaços frequentados sobre a formação de professores, o conteúdo eurocentrado da rede educacional brasileira, e as geografias negras e relações raciais produzidas. Momento histórico, marcado pela territorialidade negra na ciência brasileira, a abertura do evento é realizada por Kabenguele Munanga questionando “até que ponto as reivindicações universitárias são coerentes com as necessidades da população?”. A proximidade da ciência, dos pesquisadores universitários, deve se estreitar às bases populares, o pesquisador deve ter “um pé na militância, e um pé na academia”. Momento também de decisão política, esteve também presente a deputada federal do Rio de Janeiro Benedita da Silva, quem denuncia “não aguento mais. Parem de alienar mais a nossa raça!”. No debate sobre a formação dos professores alguns questionamentos: Que formação nós temos desenvolvido? Que história está sendo ensinada? História de quem e o que ela implica na vida dos sujeitos? Os currículos devem refletir os alunos que recebemos ou os alunos que se criam institucionalmente? São as(os) professoras(es) que estão no ‘chão da escola’ todos os dias que saberão responder e poder opinar por melhorias na educação, por isso a necessária constância nos cursos de formação de professores. Dos relatos de experiências vivenciados todos os dias, podem ser combustíveis para a produção de materiais didáticos e relatos de experiência diária com o sistema educacional brasileiro que relacionados com as pesquisas da universidade e das políticas e assistência das secretarias de educação poderiam alçar um panorama complexo e geral do funcionamento do sistema educacional, pensando suas falhas e melhorias. Como o racismo impacta na vida cotidiana dos estudantes e pesquisadores? E como nos organizar em micro-redes para manter a produção de nossas reivindicações? A promulgação da Resolução nº 2 de 2015 já faz exigência do vínculo e articulação das universidades, secretarias de educação e rede básica de ensino. Foi identificada a necessidade de oferta de disciplinas sobre história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena nos cursos de licenciaturas, 66,4% das licenciaturas são ofertadas pelas universidades. O conteúdo educacional proposto até os dias atuais tanto no currículo formal quanto no currículo das práticas sociais nos ambientes escolares nos permitem questionar: Como estamos localizado  mentalmente/psicologicamente sobre os conteúdos escolares e sobre nossas práticas escolares? A visão e valores das perspectivas europeias (greco-romanas) são os que se evidenciam e sobressaem socialmente. O eurocentrismo nada mais é que a universalização da educação para que os termos europeus se apliquem a qualquer sociedade, ignorando a diversidade e diferenças. Uma forma de falar de outras realidades sem se apropriar dos valores sociais de cada localidade. Porém, tenhamo em conta que todo e qualquer sujeito só pode compreender o mundo através de suas próprias referências. A ‘superioridade’ que é construída sobre o nome de cultura ocidental está vinculada à ideia de formas avançadas de governo, ou seja, à burocracia e institucionalidade. Como se a forma avançada de governo fosse de origem grega. A partir do século XIX surge o “problema” que o Egito que fundamenta a cultura grega. Mas, os egípcios são negros, então, buscou-se formas de separar o Egito da África, e se branqueou a civilização. Assim, vão se criando mecanismos para manter a população negra em condições desumanas para fundamentar um falso determinismo humano e geográfico. O sistema educacional brasileiro acaba por ser fruto de uma política eurocêntrica e racista, em que os idealizadores, Rui Barbosa, Anísio de Abreu, Renato Kehl, José Verissimo, Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira e Dermeval Saviani, são influenciados pelo pensamento social racista e europeu, seguindo os ‘pensadores’ Hume, Kant, Hegel, Locke, Jaeger, Montesquieu, Heródoto, Spencer e Dewey. Os três primeiros que escreveram sobre o continente africanos, mas nunca estiveram por lá. A educação é compreendida como inata da civilização ocidental, e para os não-europeus não resta outra alternativa senão o seu embranquecimento através do sistema de ensino. O eurocentrismo é então tomar o modelo ocidental greco-romano como norma superior. Estamos à todo momento em um jogo de disputas, é importante que identifiquemos e melhoremos nossa comunicação, nossas mudanças e metodologias utilizadas. O sistema de ensino, o mundo da pesquisa, a extensão, necessitam de rasuras, de serem reescritas. Há a necessidade de um enegrecimento da geografia, repensar a historiografia e ‘desnortear’ as ideias. Isso é propor uma geografia negra, pensar o negro a partir de si próprio (Guerreiro Ramos, 1995), sob o método ‘desde dentro’ com propostas antirracistas, pois as “questões negras são questões espaciais”1. Este foi o primeiro COPENE com uma sessão temática exclusiva da Geografia, denominada ‘Geografia das relações étnico-raciais e Geografias negras’, transitamos por três vertentes, das geografias negras, das relações raciais e da geografia da África. O corpo negro nos espaços institucionalmente e socialmente definidos para brancos causam transformações espaciais, paisagísticas e sociais. Os territórios negros devem ser georreferenciados e historiografados. Dos 101 cursos total de Geografia pelo Brasil, 30 (29,7%) tornam obrigatórias as disciplinas de áfrica e relações étnicorraciais, 13 (12,9%) tais disciplinas são optativas 13(12,9%) não possuem informações, 45 (44,5%) não possuem a disciplina2. Nós lutamos pelo território para que o nosso corpo possa existir. As ações afirmativas são formas de repensar a ciência que realizamos no Brasil. Ocupar espaços que são epicentros do poder são mais que necessários. Vivenciando o momento de obscurantismo da atual política, a necessidade de ocupar e resistir nesses espaços são de fundamental importância, além da organização social e formação de base pela reeducação das relações étnico-raciais, e igualdade social e de gênero. Talvez uma ‘Educação Quilombista’ seja uma alternativa. Para começarmos, algumas referências indicadas: Ama Mazama; Cheikh Anta Diop; Xenia Walker; Samoya; Antenor Firmin; Katarine Macktrik; Ruth Andrelino Campos; Antonia Garcia; Eduardo de Oliveira; Milton Santos; Renato Emerson; Geny Guimarães; Diogo Cirqueira; Ricardo Benedicto.


Redigida por
Andréa Penha
(AGB/SL Cuiabá

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL - 04/12/2018


Aos associados e colaboradores em geral da AGB Seção Local Cuiabá, faz-se circular esta convocação para Assembleia Geral da Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local Cuiabá, a realizar-se no dia 04 de Dezembro de 2018, as 19:00 horas na Sala 13 da Pós Graduação em Geografia, no  IGHDInstituto de Geografia História e Documentação, da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, em Cuiabá. Com as seguintes pautas.

1. Informes

2. Avaliação das atividades desenvolvidas no ano de 2018

3. Avaliação das atividades desenvolvidas pelo GT de Educação

4. Planejamento das atividades da AGB Cuiabá para 2019

5. Prestação de contas do ano de 2018

Sem mais,
Aguardamos a todos na assembleia.

AGB Cuiabá Oferece Mini Curso - Cartografia Tátil Escolar e o Ensino de Geografia



A cartografia tátil tem desenvolvido produtos cartográficos como mapas táteis, sonoros, maquetes e outras impressões em relevo, no intuito de permitir que pessoas cegas ou com baixa visão, se apropriem das informações contidas nos produtos cartográficos e outros que vinculam informações sobre o espaço geográfico. Se apropriar da linguagem cartográfica pode promover maior liberdade e autonomia, além de possibilitar a organização na luta por ampliação e efetivação de direitos.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


1.Refletir sobre o processo de inclusão da pessoa com deficiência no ensino regular e o papel da Geografia neste contexto.
2.Divulgar pesquisas que fundamentam os pressupostos teóricos e metodológicos da cartografia tátil escolar.
3.Elaboração de material didático tátil que subsidie o processo de alfabetização cartográfica de pessoas cegas ou com baixa visãoe/ou visuais.

VAGAS OFERECIDAS 
25 Pessoas

PARTICIPEM 

As inscrições serão realizadas no credenciamento do evento. 

Informações
http://www.geografiaufmt.com.br/index.php/semana2018-inicio

semana@geografiaufmt.com.br

agbcuiaba@gmail.com

AGB Cuiabá Oferece Mini Curso - Geografia Frente as Reformas Educacionais



Que educação queremos? É para fortalecer uma identidade nacional? E que identidade nacional é essa? Ques tipo de sociedade almejamos com esta educação? Quais são os princípios do ensino? Para que serve o ensino da geografia? Se o sistema político em que vivemos é realmente democrático então, seria o público que deveria ter mais opções de tipos educacionais? Para onde vai a geografia mato-grossense? 

Esses são alguns dos questionamentos que nortearão o nosso debate. 

O mini curso Geografia Frente as Reformas Educacionais, vem do acúmulo que a AGB Cuiabá vem fazendo a partir das discussões do Grupo de Trabalho de Educação, e nesse espaço da XX Semana da Geografia, nos propomos a ampliar esse debate, com o objetivo de traçar estratégias e ações junto aos professores para dar coerência do currículo formal com o currículo informal do ambiente escolar. 

PARTICIPEM
As inscrições serão realizadas no credenciamento do evento. 

Informações
http://www.geografiaufmt.com.br/index.php/semana2018-inicio

semana@geografiaufmt.com.br


agbcuiaba@gmail.com